sábado, 26 de julho de 2014

O Faroeste nosso de cada dia.




Acordo já prestando atenção na hora para não me atrasar. Nosso Faroeste Caboclo não espera ninguém... não posso abusar.

Gosto de trabalhar... de ser gentil... algumas vezes me agradecem... querem me presentear... mas só faço meu trabalho. Em nada mais posso ajudar.

E vira e mexe surgem picuinhas... fulano não gosta de ciclano... e ambos querem se confrontar. Fico no meu canto... ouvindo dos dois lados... mas sem nunca palpitar.

Quando pedem minha opinião... digo que respeito é a melhor solução. Você pode até não gostar... mas ninguém pode se envolver e se prejudicar.

Não importa o quanto eu estou cansada... ou cheia de sacolas... sempre cedo meu lugar no transporte público. E quando já estou em pé... saio perguntando quem é ou não preferencial para ceder o lugar.
São coisas que ninguém devia precisar falar.

Obrigado, por favor, com licença, boa tarde, posso ajudar... são palavras mágicas que dão até um brilho no olhar.

Como passar por uma pessoa com fome sem querer ajudar? Como ver uma injustiça e não querer lutar?
Como ver uma criança querendo aprender e não incentivar?

Não sou nenhum bicho de sete cabeças... tão pouco um ser "evoluído", estou mais para uma pessoa de um tempo esquecido... que vive a procura de encontrar seu lugar.

"...Ele queria era falar com o presidente para ajudar toda essa gente que só faz sofrer..."

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