segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Acolhida


 


Famílias andando 11 horas por dia, enfrentando frio, fome, sendo. Tratados por números. O sofrimento alheio nos doi. A cada imagem... Cada apelo... Cada gesto de esperança. Por que gente de bem precisa passar por isso?
 Os Libanesses observam com certa angústia como a UE decidiu dividir racionalmente entre si a integração dos refugiados que pedem asilo.
Angústia pois por motivos materiais, e não morais ou humanitários, não consegue manter a enorme maré de migrantes.
O Líbano enfrenta a lendária desunião do mundo árabe.  Nenhum país produtor de petróleo do Golfo, apesar de imensos em recursos financeiros, estendeu a mão para um único refugiado.
E esses campos de refugiados sem estruturas tornam a vontade de irem para países acolhedores uma busca pelo "vale encantado".
Pessoas migram. Sem saber como... Sem saber com o que vão se deparar. Mulheres, crianças, idosos...
Sem solução para a guerra, o número de pessoas refugiadas só crescerá.
As condições sub-humanas levaram alguns a lançarem-se ao mar.
E o Brasil? Dois mil sírios vivem como refugiados entre nós. Uma política pro ativa poderia ampliar esse número.
O Brasil poderia reassentar alguns que estão em campos precários das fronteiras sírias.
Essa guerra já matou mais civis do que os conflitos no Iraque e Afeganistão.
Estamos em crise sim, mas o Brasil não pode se furtar do envolvimento nessa tragédia.

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